Grupo Acquaplan segue acompanhando a balneabilidade das praias de Balneário Camboriú

09/02/2017 Categoria: Geral
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Coletas realizadas no dia 30 de janeiro, em período de muita chuva, aponta novos locais impróprios, além do canto norte da praia Central de Balneário Camboriú.

O resultado de mais uma análise de balneabilidade, com base em coleta de amostras realizadas no último dia 30 de janeiro, foi apresentado na última quarta-feira (08/02) pela Acquaplan Tecnologia e Consultoria Ambiental Ltda, empresa do Grupo ACQUAPLAN, de Balneário Camboriú. Na data das coletas, ocorriam fortes chuvas, por isso o resultado apontou novos pontos impróprios. O dia 30 de janeiro também foi quando a FATMA emitiu um alerta orientando a população a evitar banho de mar em Santa Catarina. As análises das amostras coletadas pela Acquaplan foram realizadas pelo Freitag Laboratórios, de Timbó, conceituado em análises ambientais.

O objetivo desta avaliação é o de organizar um banco de dados para a empresa e oferecer à comunidade mais informações sobre o assunto, a fim de ampliar o conhecimento sobre as nossas praias já tão amplamente divulgadas pela FATMA. A proposta é avaliar, através da quantificação de coliformes termotolerantes (toleram temperaturas acima de 40ºC e reproduzem-se nessa temperatura em menos de 24 horas) e de enterococos (tolerantes ao calor e ao sal), as condições de balneabilidade da praia Central de Balneário Camboriú, das praias agrestes Laranjeiras, Taquaras, Estaleiro e Estaleirinho, e dois pontos do lado sul da Praia Brava.

Esse novo laudo é resultado de coletas realizadas no dia 30 de janeiro, em 17 pontos nas praias e quatro nos rios Marambaia e Camboriú. Além do trecho entre as ruas 1.001 e 1.301 e nos rios já impróprios em resultados anteriores, ele também mostra essa condição nos dois pontos do canto sul da praia Brava, nas ruas 51 e 2000 na praia Central, e também na praia de Estaleiro.

Segundo a oceanógrafa Isabel Pellens, responsável pelas coletas, algumas razões apontam estes novos locais como impróprios. “A contaminação microbiológica das praias pode ser fortemente influenciada por fatores como chuvas, regime de marés, insolação, fisiografia do litoral”, explica.

Ela destaca que, “além do aumento da carga de rejeitos transportada pelos rios para a região costeira, em épocas de maior incidência de chuvas a capacidade de infiltração do solo é reduzida, o que aumenta o transporte superficial de materiais orgânicos e inorgânicos de origem continental para as áreas costeiras”.

Como consequência, tem-se também o aumento da contaminação microbiológica nas praias, especialmente nas áreas próximas de rios e canais.

“O propósito da Acquaplan com essa iniciativa é complementar as análises feitas regularmente pelo órgão ambiental do estado, a FATMA, sem jamais contrapor seus dados, apenas para contribuir com um tema tão importante para a saúde e o turismo de nossa cidade”, explica o diretor da Acquaplan, oceanógrafo Fernando Diehl.

 

Metodologia das coletas

A malha amostral das coletas feitas pela equipe da Acquaplan é constituída por dois pontos localizados extremidade sul na praia Brava, Itajaí, e um ponto amostral nas áreas centrais das praias de Laranjeiras, Taquaras, Estaleiro e Estaleirinho. Na praia Central de Balneário Camboriú, onde o fluxo de turistas é significativamente maior, estão sendo avaliados 11 pontos ao longo da praia. A estes pontos foram adicionados um ponto no interior do canal do rio Marambaia e três pontos na região estuarina do rio Camboriú que não são utilizados para atividades de contato primário (banho) pela comunidade, mas que são as principais fontes de aporte continental de água para a orla.

As amostras da orla da praia Central de Balneário Camboriú e das praias agrestes estão sendo coletadas em frascos de polipropileno esterilizados, enquanto as amostras dos rios Marambaia e Camboriú estão sendo coletadas em garrafa amostradora própria para este tipo de coleta de água.

As cinco amostragens iniciais, para a elaboração do primeiro laudo, foram realizadas de 18 a 22 de janeiro com intervalo de 25 horas. As demais têm intervalos de coleta de três dias a uma semana. Imediatamente após a coleta, as águas são armazenadas sob refrigeração e mantidas nesta condição para garantir a integridade do procedimento analítico até a remessa ao Freitag Laboratórios, responsável pela determinação da concentração de coliformes termotolerantes (toleram temperaturas acima de 40ºC e reproduzem-se nessa temperatura em menos de 24 horas) e de enterococos (tolerantes ao calor e ao sal).

 

Certificação necessária

O Freitag Laboratórios possui as devidas certificações da FATMA, INMETRO, AGESAN (Agência Reguladora de Serviços de Saneamento Básico do Estado de Santa Catarina), CIDASC, REBLAS (Rede Brasileira de Laboratórios Analíticos em Saúde, associado à ANVISA), entre outras.

As análises laboratoriais dos parâmetros microbiológicos seguiram os procedimentos analíticos da U.S. Environmental Protection Agency (ou equivalentes), atendendo ao disposto da Resolução CONAMA N° 274/2000.

“Os resultados são apresentados de acordo com a classificação do art. 2º da legislação brasileira, considerando águas utilizadas para recreação de contato primário, avaliada nas categorias própria e imprópria”, explica o bioquímico Guilherme Freitag.